DRYAS OCTOPETALA

CAB: Curso de Antropologia Biológica


CAB'2006
Iniciação à Antropologia para arqueólogos
COIMBRA: Departamento de Antropologia da Universidade de Coimbra, 5-6 de Maio de 2006
Cartaz CAB'06 > coordenadoras: Eugénia CUNHA, Maria João NEVES, Maria Teresa FERREIRA
> formadores: Cidália DUARTE, Ana Maria SILVA, Filipa CORTESÃO
> org.: Dep. Antropologia da FCTUC, Dryas Arqueologia, Styx - Estudos de Antropologia, Instituto de Ambiente e Vida

A criação do CAB resulta da compreensão de uma insuficiência da estrutura curricular portuguesa da formação dos profissionais de Arqueologia e de Bioantropologia, que não privilegia a articulação de conhecimentos e práticas metodológicas destas duas disciplinas.
Compreendendo que esta organização curricular tem provocado ineficiências na recuperação dos vestígios e da informação associada, nomeadamente no contexto de intervenções de salvamento, a Dryas decidiu promover, em colaboração com o Dep. de Antropologia da FCTUC, um curso anual nesta área transdisciplinar.
Com efeito, o CAB visa, desde a primeira edição, contribuir para o incremento do contacto interdisciplinar entre profissionais e estudantes dos dois campos, factor essencial do sucesso da escavação, documentação, registo e publicação dos contextos sepulcrais.
A Antropologia de terreno, desenvolvida em França desde inícios de 80 em resposta à ambição de uma Paleoantropologia mais dinâmica, constitui a ferramenta ideal para promover este objectivo.


CAB'2007
Abordagem pluridisciplinar da Arqueologia da morte
COIMBRA: Departamento de Antropologia da Universidade de Coimbra, 4-5 de Maio de 2007
Cartaz CAB'07 > coordenadoras: Eugénia CUNHA, Maria João NEVES, Maria Teresa FERREIRA
> formadores: Miguel ALMEIDA, Manuela ALVAREZ, Sandra ASSIS, David GONÇALVES, Rui PARREIRA, João PINHEIRO, Ana Maria SILVA, Sofia WASTERLAIN
> org.: Dep. Antropologia da FCTUC, Dryas Arqueologia, Styx - Estudos de Antropologia

O desenvolvimento metodológico da "Antropologia de terreno" tornou a escavação de necrópoles numa área de trabalho eminentemente transdisciplinar de Arqueologia e Bioantropologia.
O segundo CAB foi orientado para o objectivo primordial de contribuir para a solução do défice de formação interdisciplinar de arqueólogos e antropólogos, insistindo sobre a necessidade de partilha de responsabilidades das intevenções nas opções estratégicas e metodológicas e na execução directa dos trabalhos.
Esta segunda edição do Curso de Antropologia Biológica ofereceu a profissionais — arqueólogos e antropólogos — e estudantes dos dois domínios científicos a possibilidade de aprofundar os seus conhecimentos nesta área, proporcionando-lhes:
(1) o desenvolvimento de um quadro teórico coerente,
(2) o contacto com experiências de diversos projectos pluridiciplinares e
(3) uma oportunidade de reflexão partilhada sobre problemáticas comuns.


CAB'2008
Reconhecimento e interpretação de processos post mortem
COIMBRA: Departamento de Antropologia da UC, 9-10 de Maio de 2008
Cartaz CAB'08 > coordenadoras: Eugénia CUNHA, Maria João NEVES, Maria Teresa FERREIRA
> formadores: Miguel ALMEIDA, Lília BASÍLIO, João PINHEIRO, Ana Maria SILVA
> org.: Dep. Antropologia da FCTUC, Dryas Arqueologia, Styx - Estudos de Antropologia

Necessariamente resultante da conjugação de uma multiplicidade de factores, a leitura de um contexto sepulcral depende antes de mais de uma compreensão rigorosa das modificações sofridas pelos corpos e pelos ambientes sepulcrais após o momento inicial da deposição do(s) cadáver(es).
Em consequência, a crítica tafonómica constitui um momento decisivo da interpretação dos contextos sepulcrais, quer arqueológicos, quer forenses. Este trabalho de reconstituição da história pós-deposicional do registo arqueográfico assenta necessariamente no conhecimento dos processos de degradação cadavérica e de evolução tafonómica daqueles contextos sepulcrais. Visa reconstituir os efeitos dos diversos factores de desorganização dos restos cadavéricos, validando deste modo a informação resultante da análise subsequente dos vestígios osteológicos.
Sendo hoje aplicada a contextos muito diversos, o desenvolvimento da Tafonomia encontra-se fortemente tributário do aperfeiçoamento dos métodos de trabalho de escavação de espaços de enterramento, em que a participação conjunta de arqueólogos, antropólogos e médicos é indispensável à exploração eficaz do registo osteoarqueológico.


CAB'2009
Fundamentos de Antropologia de campo
LISBOA: Museu Nacional de Arqueologia, 27-28 de Março de 2009
Cartaz CAB'09 > coordenadoras: Eugénia CUNHA, Maria João NEVES, Maria Teresa FERREIRA
> formadores: Miguel ALMEIDA, Lília BASÍLIO, Luís RAPOSO, João PINHEIRO, Ana Maria SILVA
> org.: Dryas Arqueologia, Dep. Antropologia da FCTUC, Museu Nacional de Arqueologia, Styx - Estudos de Antropologia

A edição de 2009 constituiu um momento de viragem na organização do CAB, que deixou a sua sede original, em Coimbra, para passar a assumir um carácter de itinerância a fim de responder às solicitações recebidas de diversas instituições e áreas geográficas do país.
Em termos de conteúdo, o curso mantém o seu cariz transdisciplinar e vertente prática, persistindo nos princípios fundamentais do controlo arqueotanatológico rigoroso da recuperação do registo e na necessidade de promover sistematicamente a reconstituição tafonómica das condições de preservação e evolução pós-deposicional do registo, com base na compreensão detalhada dos processos de decomposição cadavérica e de degradação dos contextos arqueoestratigráficos.
A Geoarqueologia ganha a partir desta edição um relevo mais significativo no quadro de matérias do curso, que aparece agora com um programa científico completamente desenvolvido e assente em quatro pilares fundamentais: Tanatologia, Geotafonomia, Arqueotanatologia e Bioarqueologia.


miniCAB'2009
Fundamentos de Arqueotanatologia
BELÉM DO PARÁ (Brasil): Centro de convenções do Hotel Sagres, 20-23 de Setembro de 2009
Cartaz miniCAB'09 > formadores: Maria João NEVES, Maria Teresa FERREIRA, Miguel ALMEIDA
> org.: Dryas Arqueologia

A realização do congresso da SAB - Sociedade Arqueológica Brasileira em Belém do Pará constituiu uma nova oportunidade de difusão dos objectivos pedagógicos do CAB, desta feita no novo mundo, no quadro de um contexto académico e profissional muito distinto do português.
Com efeito, se o registo osteoarqueológico humano comporta um enorme potencial de informação sobre diversos aspectos da vida das populações e sociedades do passado, a recuperação desta informação, revela-se extremamente delicada, exigindo a aplicação de preceitos metodológicos muito rigorosos e sistemáticos de decapagem, contextualização arqueoestratigráfica, recuperação da informação espacial, análise bioantropológica preliminar e acondicionamento individualizado de cada peça esquelética.
O desenvolvimento da Arqueotanatologia visou responder a este imperativo metodológico, tornando a escavação de necrópoles numa área de trabalho eminentemente pluridisciplinar em que a participação de competências de Arqueologia e de Antropologia física na execução directa dos trabalhos, desde a fase de campo, constitui condição indispensável da exploração eficaz do registo arqueológico da necrópole.


CAB'2010
Arqueotanatologia em contexto de salvamento
BRAGA: Museu D. Diogo de Sousa, 23-24 de Abril de 2010
Cartaz CAB'10 > coordenadoras: Maria Teresa FERREIRA, Maria João NEVES, Eugénia CUNHA
> formadores: Miguel ALMEIDA, João PINHEIRO, Ana Maria SILVA, Sofia WASTERLAIN
> org.: Dryas Octopetala, Dep. Antropologia da FCTUC

O curso preparado para Braga, em colaboração com o Departamento de História do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho e com o Museu D. Diogo de Sousa, sintetiza as edições anteriores, assumindo por outro lado uma preocupação especial com a área da Arqueologia de salvamento, na qual se enquadra a maioria das intervenções realizadas em Portugal.
Ora, a experiência revela que, para além das exigências metodológicas de qualquer trabalho de Arqueotanatologia, as intervenções em contexto de salvamento comportam ainda condicionalismos adicionais que impõem a implementação de um método especificamente orientado para a resolução destas situações de pressão extrema.
A solução que propomos, intransigente na aplicação rigorosa dos princípios metodológicos da Arqueotanatologia, funda-se no desenvolvimento de um protocolo de trabalho de campo que visa maximizar a recuperação de informação em fase de trabalho de terreno, garantindo assim a qualidade da recuperação do registo osteoarqueológico e o potencial da sua interpretação Bioarqueológica subsequente.


CAB'06
CAB'07
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CAB'10
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